WRC: Antevisão Rally País de Gales

WRC: Antevisão Rally País de Gales

Por Rafael Neves

Começa esta quinta, dia 3 de outubro, o antepenúltimo evento do calendário do mundial de ralis, no País de Gales.

No ano passado, a vitória sorriu a Séb Ogier, depois dos dois rivais, Neuville e Tanak, terem tido azares que os afastaram do topo, um pouco à imagem do que aconteceu no Rali da Turquia, há 3 semanas. O piloto da Estónia, que vinha de 3 vitórias seguidas, até estava a dominar, mas danificou o radiador no seguimento de um salto e perdeu a vitória que parecia garantida. Quem aproveitou foi o francês, na altura ao volante do Ford Fiesta, que começou aqui a sua recuperação no campeonato, que iria resultar num 6º título mundial seguido.

Para esta prova, pouco muda no alinhamento das equipas em relação à Turquia, com as novidades a serem o regresso de Elfyn Evans, na Ford/M-Sport, que esteve de fora por lesão, e a inclusão de Craig Breen pela Hyundai, no lugar de Dani Sordo. O piloto galês tentará com certeza aproveitar o fator casa para tentar a vitória num rali que já ganhou em 2017, a sua única vitória da carreira. Por sua vez, o irlandês da Hyundai, que ficou em 4º no ano passado ao volante de um Citröen, tentará também obter um bom resultado num evento em que, pela proximidade a casa e experiência, parece ser o rali certo para Breen mostrar serviço e tentar ganhar um assento a tempo inteiro para a próxima temporada.

A verdade é que, se Ogier não quiser perder ainda mais terreno no campeonato, este rali tem de ser para ganhar, ou pelo menos ficar acima dos outros dois rivais. O piloto francês é o recordista de vitórias neste rali, com 5, e tem por isso mais que condições para mostrar a sua força em Gales, até porque o Citröen parece portar-se muito bem em pisos de terra. No entanto, se Tanak se mostrar ao nível que já atingiu por diversas vezes nesta época, e salvo algum azar (que não têm sido assim tão raros), não há muito que o resto dos pilotos possa fazer, e a verdade é que no ano passado mostrou um andamento bastante superior, antes de ter danificado o Toyota. Neuville, apesar de já ter conseguido 3 pódios, nunca ganhou este evento, sendo obrigatório um bom resultado para se manter na disputa do título até ao fim.
Nos construtores, a luta é entre Toyota e Hyundai, sendo que os coreanos levam para já a melhor. No entanto, no ano passado, a marca japonesa teve melhores resultados que a sua rival, com Latvala e Lappi a garantirem os dois lugares restantes do pódio. Este ano não está Lappi mas está Meeke, que já ficou no pódio em 2015 e pode ajudar os nipónicos a recuperarem alguns pontos.

Entramos na fase decisiva da época em que qualquer erro pode pôr em causa o trabalho de toda a temporada, que tem sido uma das mais interessantes dos últimos anos.

Leave a Reply

Your email address will not be published.