WRC: Antevisão Rally da Turquia

WRC: Antevisão Rally da Turquia

Por Rafael Neves

Está de volta aquele que é, porventura, o rali mais duro da temporada. Voltou a ser integrado no calendário do WRC em 2018, 7 anos depois da última edição, e pela 7ª vez depois da estreia em 2003. Como se pôde ver no ano passado, o segredo para ganhar esta prova não passa tanto pela rapidez, mas sim por evitar problemas, ou seja, regra geral ganha o carro mais fiável e resistente, e não tanto o mais rápido. A explicação para isto reside na dureza das estradas turcas, que contam frequentemente com enormes pedras a pavimentar a estrada.

No ano passado, 7 dos 11 pilotos da elite do Rali tiveram problemas. Neuville, que era na altura líder do campeonato, apanhou-se desde cedo em 1º, até que um problema de suspensão lhe estragou o fim-de-semana. Ogier tomou a liderança, mas pouco depois também ele teve problemas, perdendo o primeiro lugar para Mikkelsen, que (adivinhem lá) não demorou a ter problemas de transmissão que o fizeram cair na geral. Para além disso, Elfyn Evans, Esapekka Lappi, Mads Ostberg e Craig Breen (cujo Citröen ardeu por completo) também tiveram problemas e acabaram por abandonar. Quem ganhou com tudo isto foram os Toyotas, que não estavam de todo a ser os mais rápidos mas que conseguiram não ter problemas de maior e levaram Ott Tanak à vitória e Latvala ao 2º lugar.

No que toca ao alinhamento das marcas, só a Ford/M-Sport tem alterações em relação ao Rally da Alemanha realizado em Agosto deste ano, com Suninen desta vez a ter a companhia de Elfyn Evans, que está de regresso depois de ter falhado as últimas provas devido a lesão, e Pontus Tideman, que tem nova oportunidade na categoria principal do WRC. As expectativas estão todas em cima dos vencedores do ano passado, com Ott Tanak desta vez numa posição muito mais favorável para conseguir o título, e a Toyota com a oportunidade de mais uma vez roubar a liderança à Hyundai no campeonato de construtores, algo que, curiosamente, conseguiu no ano passado neste mesmo Rali. A marca japonesa tem estado em testes na Grécia, onde as estradas do antigo Rali da Acrópole se assemelham bastante, na dureza, às da Turquia, sendo que o desafio, este ano, passa por tentarem ser mais rápidos em relação à concorrência, sem perder a fiabilidade que lhes valeu a vitória no ano passado.

O Rali começa nesta quinta-feira (dia 12 de Setembro) e aceitam-se desde já apostas tanto para o vencedor, como para o número de pilotos a chegar ao fim sem problemas.